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De volta aos trilhos!

Em segunda-feira, 22 junho de 2020

Comecei a prestar atenção na Desportiva, em 1973, quando eu tinha 12 anos e era daqueles garotos que liam tudo sobre futebol. Ano em que o clube estreou no Campeonato Brasileiro. Me lembro que assiti com meu pai pela televisão, ao jogo do time grená contra o Ceub, realizado em Brasília. Nessa época, passei também a acompanhar o time nos vários amistosos que realizava contra times do Rio de Janeiro, especialmente o Flamengo de Zico, no Engenheiro Araripe. 

Lembro bem de uma vitória da Desportiva sobre o rubro-negro, por 1 a 0, gol de Zezinho Bugre, de cabeça, num desvio que venceu o goleiro Renato. Acho que este jogo foi pelo Brasileiro. Que vitória! Anos depois, estudando no Colégio Salesiano, eu recebia ingressos, distribuídos pela Federação de Futebol, na época FDE. Ia cedo para o estádio, e gostava de ver nas preliminares, aquele juvenil grená, de Carlos Henrique, Batalha e companhia, que só dava de goleada. Era a admiração pela força da base, que sempre revelava bons valores, muitos trazidos pelo Lúcio Oliveira, um caça-talentos.

A sequência de títulos capixabas, os clássicos de casa cheia contra o Rio Branco, principalmente, e as campanhas nos Brasileiros, que acompanhei de perto já como jornalista esportivo, fazem da Desportiva, o time estadual mais conhecido nacionalmente. Sempre que viajamos, as pessoas ligadas ao futebol nos perguntam pela situação do clube.

É com muita satisfação que, depois de uma fase bem confusa, vejo a Desportiva Ferroviária se organizar para voltar aos seus melhores dias. Só o amor mesmo pelo clube faz seus colaboradores enfrentarem as dificuldades para reerguer a gloriosa camisa grená. Mas no esporte e na vida já disseram: “só o amor constrói”. Vida longa à Desportiva, verdadeira locomotiva do futebol capixaba.

Jorge Buery